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1 ano - Onde está Bigode?




Já são 365 dias sem respostas oficiais sobre o paradeiro de Antônio Martins Alves, o "Bigode", que desapareceu de sua propriedade no Assentamento Canaã, em Bodoquena (MS), no dia 16 de julho de 2021.


O caso ganhou repercussão internacional e segue sendo acompanhado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que emitiu em outubro de 2021, a Medida Cautelar 869, e exige do governo brasileiro efetividade na resolução.


No entanto, nada ainda se sabe sobre o que aconteceu com o trabalhador rural que entrou para as estatísticas de desaparecidos em Mato Grosso do Sul. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022, no ano passado, 1,2 mil pessoas desapareceram no estado. A quantidade é 5% maior do que em 2020, quando foram registrados 1,1 mil desaparecimentos. Os números levam Mato Grosso do Sul a ter índice de 43 pessoas desaparecidas para cada 100 mil habitantes, ficando acima da média nacional, de 30 desaparecidos para cada 100 mil habitantes.


Conforme o Anuário, os desaparecimentos podem ser voluntários ou fruto da ação de terceiros, relacionados a crimes.


Um ano sem respostas é também um ano de angústia, dor e saudades, conforme desabafa a filha de Bigode, Nilce Santana Alves. "É muito descaso. Eles [autoridades] poderiam fazer mais. Eu não tenho o que fazer. Fico de mãos atadas".


O Griot - Laboratório de Investigação em Jornalismo, Direitos Humanos e Narrativas Complexas, continua acompanhando o caso e insiste em saber:


Onde está Bigode? Sumiu de forma espontânea? Sumiu acidentalmente? Sumiu de forma forçada? Ou "sumiram com ele", como destacou S. M. em uma das publicações feitas pelo Griot?


O Griot, como um bom narrador que preserva a memória do seu tempo, não dorme sossegado, quer as respostas para contar bem esta história.

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