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  • Griot

O bom jornalismo segue vivo...

...e, todos os anos, tem encontro marcado no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, organizado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)


Foi o que os integrantes do Griot - Laboratório de Investigação em Jornalismo, Direitos Humanos e Narrativas Complexas (UFMS/CNPq), observaram na 14ª edição do evento, realizado em São Paulo entre 26 e 29 de junho . Na bagagem de volta para MS o grupo trouxe mais conhecimentos que contribuirão para o desenvolvimento de projetos sediados no laboratório. Entre eles, o projeto “De frente para a América do Sul”, recentemente aprovado e que vai investigar violações de direitos em assentamentos humanos historicamente marginalizados como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e trabalhadores rurais, em território brasileiro e países sul-americanos. Durante o congresso, profissionais do Brasil e de países como Colômbia, Uruguai, Argentina, Estados Unidos e Polônia discutiram e sinalizaram caminhos para um jornalismo que precisa ser criativo e reinventado. Entre os temas abordados no congresso estão o jornalismo de dados e suas técnicas; exemplos de grandes investigações de figuras públicas como Donald Trump e José Maria Marin; os passos de como investigar o agronegócio; o financiamento do jornalismo, também, pelo público (The Intercept Brasil, Headline e Meio) e outros assuntos que colocam em contato direto experientes jornalistas com os que ainda dão os primeiros passos, indicando, assim, novos horizontes para a profissão. Os integrantes do Griot que foram ao congresso tiveram a oportunidade de dialogar com colegas profissionais que são referências nacionais e internacionais (ver galeria). A programação contou, também, com o Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo, que trouxe estudantes de graduação e pós-graduação, mestres e doutores que atuam na área, mostrando a força, mesmo que acanhada, da universidade nos ensinamentos sobre jornalismo investigativo. Nas reflexões, a conclusão de que há gente nas universidades produzindo jornalismo com força e gerando impacto social. Por outro lado, há instituições aquém do que vem sendo feito no restante do país e do mundo, insistindo em operar com modelo muito inadequado de ensinar jornalismo nos novos tempos. Mas a esperança de que o bom jornalismo segue vivo existe e se renova a cada edição desse que pode ser considerado o mais arrojado evento da América do Sul para pensar e demostrar os compromissos da profissão com a sociedade.



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